O TANQUE DE BETESDA João 5.1-10






INTRODUÇÃO.

            Os versículos 2 a 7 do texto envolvem a estória de um homem que se encontrava à beira do Tanque de Betesda, enfermo há trinta e oito anos, mas que mantinha a esperança de um dia ser curado de sua enfermidade, para isso aguardava uma oportunidade, ou melhor, dizendo, aguardava a ajuda de alguém. A história destaca esse homem, porque houve uma intervenção em sua vida, por parte do Senhor Jesus.

           

Vejamos os fatos.

I – O TANQUE (v. 2).

            O tanque denominava-se Betesda, cujo significado é Casa de Misericórdia. Segundo a Bíblia esse tanque localizava-se dentro dos muros de Jerusalém e era vizinho da Porta das Ovelhas, (v.2). A tradição assinala a existência de Betesda ao norte do Templo. Acredita-se que o tanque ficava a noroeste da Igreja de Santana, pois, no outono de 1888 fizeram-se escavações a uns 34 metros da Igreja e ali descobriram um tanque com cinco alpendres, que pode ser o tanque de Betesda.

            O tanque nos dias atuais pode representar a Igreja do Senhor Jesus, pois, ele continha água que curava a enfermidade da primeira pessoa que por um acaso nele mergulhasse após o movimento de suas águas. Um simbolismo perfeito da Igreja do Senhor Jesus que contém água viva – a Palavra de Deus – que cura toda sorte de enfermidade, tanto do corpo como da alma, João 4.14.

II – OS ALPEDRES DO TANQUE (v. 2).

            O texto nos informa que o tanque possuía cinco alpendres e com toda a certeza esses alpendres ficavam em torno dele, isto é ao derredor do tanque. Não temos aqui elemento adequado para mostrar de que forma eram localizados tais alpendres, mas podemos deduzir que todos eles davam entrada para o tanque.

            Conforme já me referi anteriormente, o tanque é uma boa representação da Igreja do Senhor Jesus. Nesse caso podemos representar os alpendres como os cinco continentes em que a terra se acha dividida: África, América, Ásia, Europa e Oceania. Assim como o tanque ficava entre os cinco alpendres que é uma perfeita representação da divisão da terra em cinco continentes, assim também a Igreja que fica entre esses cinco continentes, tem a função semelhante a do tanque de Betesda, que é curar os enfermos dos males do pecado, tanto físicos como espirituais, pois, a Igreja contém o antídoto contra o veneno da antiga Serpente – o Diabo.

III – A MULTIDÃO (V. 3).

            “Nestes jazia grande multidão de enfermos”

            O versículo esta se referindo aos alpendres que estavam cheios de enfermos: cegos, coxos e paralíticos, esperando o movimento das águas (v. 3) As pessoas que se encontravam nos alpendre do tanque eram pessoas privadas da visão. Eram pessoas que perderam o domínio sobre as emoções. Que diremos das pessoas que nos dias de hoje não conhecem o Senhor Jesus? Pessoas que não enxergam as bênçãos da salvação em Cristo Jesus e que desconhecem a existência da futura morada daqueles que aceitam o Senhor Jesus como Salvador?

            Havia também pessoas que eram coxas, isto é, mancas, pois, faltava-lhes parte do corpo. E, quantos não se encontram por aí assim? O pecado já lhe corroeu parte do corpo, e como uma lepra, parte da alma. O homem que vive envolvido com o pecado tem, não só o corpo, como também a mente corroída. Diz Paulo que “o fim é a perdição; o Deus é o ventre; e a glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”, Fl 3.19.

            Existiam, ainda, pessoas paralíticas, isto é, que haviam perdido a função motora em parte do corpo, isto é, tinham parte do corpo adormecida. Quantos por aí existem que a mente está cauterizada, que é o mesmo que destruída; já não conseguem sentir qualquer emoção por erros cometidos: matam sem causa, roubam, destroem vidas e famílias. Fazem todas estas coisas como se nada estivesse acontecendo, pois, perderam a função motora da mente. São verdadeiros paralíticos.

            Hoje, nos continentes, nada é diferente. Há uma grande multidão a espera do movimento das águas na Igreja. São pessoas cujos problemas são os mesmos. Uns cegos, outros coxos, outros paralíticos. Vejamos as palavras de Paulo:

Mas que diz? A palavra está junto de ti, no teu coração; esta é a palavra da fé que pregamos, A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crê não será confundido Porquanto não há diferença entre judeu e grego; porque um mesmo é o Senhor de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.

            Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? Rm 10.8-14.

            Prestemos atenção, agora no versículo sete: “Senhor não tenho homem algum, que quando a água é agitada me ponha no tanque”.

            Aqui, meus irmãos é que eu peço que paremos um pouco e perguntemos a nós mesmos: O que temos feito? Será que vamos deixar que o pecador diga para o Senhor Jesus a mesma coisa que aquele enfermo falou? “Ninguém me ajuda a ficar curado”

CO0NCLUSÃO.

            Desejo concluir essa mensagem com o hino 447 do Cantor Cristão, Hinário das Igrejas Batistas.



NUNCA OUVI DE CRISTO

1

Não te importa se algum dos amigos morrer
Sem ter conhecimento de Cristo?
Deixas que no juízo ele venha a dizer:
“A mim nunca falaram de Cristo?”

2

Não te importas que as almas preciosas a Deus,
Oh! Não sejam levadas a Cristo?
Pois, dirão quando Cristo vier ou talvez:
“A nós nunca falaram de Cristo!”

3

Não te importas se entrares sem jóias no céu
Por não teres trazido almas a Cristo?
Oh! Não venhas tu ser acusado de réu
Por não teres falado de Cristo”

4

Não te cales jamais, pede a Deus graça irmão,
Para dar testemunho de Cristo;
Pra ninguém no juízo exclamar com razão:
“A mim nunca falaram de Cristo”!

Coro

Não me falaram de Cristo!
Não me falaram de Cristo!
Tantos vi que salvou,
 Mas ninguém se importou
De falar-me da graça de Cristo!

Um comentário:

ANTONIO M. RIBEIRO disse...

Olá pastor.

Li seu comentário biblico, e gostei muito. Deus te abençoe em nome de Jesus.
Pr. Antonio Ribeiro